Por meses o mundo voltou os
olhos as eleições ditas mais importantes do planeta; a dos USA.
Feita as prévias e
desistências, ficaram Hillary, (democrata) e Trump, (republicano), ainda que,
tal qual no Brasil, a América tem mais de 30 partidos.
Com muitas trocas de
acusações, percorreram o país e entre altos e baixos de ambos nas pesquisas, a
mídia sempre dava destaque a democrata como vitoriosa e o mundo assistia a tudo
e até dava como certo a vitória de Hillary Clinton.
Trump é do partido
republicano, o que em tese, seria um conservador, mas o primeiro fato
controverso, é que é um empresário, bilionário.
Nascido em 14 de junho de
1946 em New York, Trump se destacou na mídia por suas declarações, negócios e
livros voltados a como ser rico, de sucesso...
Mas o que importa dizer, é
que o presidente eleito, levou ao povo americano, uma ideia nacionalista, a de
voltar aos bons tempos. Cutucou com vara curta os estrangeiros que com certeza
caiu nas graças dos gringos, fossem eles; democratas ou republicanos.
Assumiu para si a
responsabilidade de colocar o país na vanguarda e destaca-la ao seu lugar de
ser 1ª e maior nação do mundo e tudo isto agradou ao povo.
Para acalmar os ânimos na
busca dos votos dos hispânicos, a exemplo, Trump mudou o discurso e até usou
personalidades latinas para conquistar o voto.
No entanto, é preciso destacar
que o discurso de campanha para ganhar uma eleição é um, mas quando eleito,
tudo pode mudar e o presidente eleito, para barrar a democrata, só tinha uma
maneira: despertar o civismo e o nacionalismo do povo americano e até mesmo dos
que encontraram na América um lugar ao sol.
Donald Trump deverá seguir o
protocolo estabelecido no mundo e com certeza dará ênfase ao domínio americano.
Poderá ainda, fortalecer a Alca, se aproximar do Mercosul e quem sabe, até
querer participar do BRICS, afinal, cerca de 80% da população está nestes
países e evidentemente um mercado consumidor em potencial.
Obviamente que o mundo está
dividido, para uns Donald Trump é o caos e para outros, o meio para poder
alavancar a economia mundial que salvo exceções está à beira de um caos.
Houve até quem dissesse que
a eleição de Trump era o prenúncio do Apocalipse, uma grande bobagem. Mas, quem
não gostou disto, foi a Igreja Católica, afinal, um republicano, pode
representar o atraso em seus interesses tanto de igreja, quanto de estado.
Outro fator, foram os
discursos ditos machistas, racistas e outros, o que não representa a visão
global dos americanos, mas como não é obrigatório votar, vale os que foram
computados e da forma como é a eleição americana, nunca se saberá de fato se um
presidente foi eleito pela maioria do povo. A prova da guerra partidária entre democratas
e republicanos, está no resultado final, o que no Brasil, poderia ser
considerado um empate técnico.
Por fim, não adianta mais as
lamentações de quem queria Hillary, Donald Trump, pelos próximos quatro anos,
será o presidente da maior nação do mundo; os Estados Unidos da América e com
certeza, não será o mesmo bicho papão que se apresentou no pleito americano,
porque não podemos esquecer, que alguém ajudou o candidato a chegar ao poder e
a este alguém ou mais, terá também de rezar uma cartilha destes interesses.
Assim é a tal política em qualquer lugar do mundo, mesmo nos países ainda
persiste os regimes ditatoriais.
Luigi Matté

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